Bacharel de Direito, estudante de Teologia, pós graduanda de Direito, escritora, empresária e blogueira. Quase mulher, quase gente, quase anjo, quase santa. Apaixonada por nuvens e mar. Nem muito doce e nem tanto amarga. Feita de carne, osso, pele, cor e poema.

22 de fevereiro de 2013

Sereia 2


(...) Alçando lugares desconhecidos, desdenhando batalhas necessárias, e afastando problemas fantasiosos, caçando uma paisagem leve, equilibrada, dessas que fazem a alma e a realidade serem serenas. Caminhando pelo mistério, uma canção de mar encerrou o longo caminho que estava a percorrer. Em alguns minutos ela estava cada vez mais perto do que a fascinava.

O mar com toda sua relevância copulava com a jovem, concentrada num azul tenebroso, imenso, ameaçador, misterioso. Ela não se intimidava, encarava-o com tranqüilidade.
Eles não se tocam, o mar sussurra calmaria enquanto ela grita seus medos e esperanças. O pedaço de céu que se envolvia com o oceano, escondendo vidas misteriosas e mágicas dentro de embarcações.
Existe uma veneração por ele, sem submissão. Ela se atreve em aventuras destemidas, se joga em seus confortáveis braços e confia cegamente, desde o seu som melodioso de vai e vem até as profundezas das águas.
O mar que habita nela não tem descanso.. (...)

Juliana Soledade
Às 01:25, de 22 de Fevereiro de 2013
Movida na madrugada pelos embalos do mar.


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